domingo, setembro 30, 2007


Da auto-eficácia

Bandura (1977) descreveu a auto-eficácia como o juízo que os indivíduos fazem das suas capacidades para lidar com as exigências intelectuais, sociais, afectivas ou físicas.
Este juízo inclui três dimensões: a avaliação dos requisitos de uma tarefa, a avaliação dos nossos recursos individuais e a avaliação da nossa capacidade de utilizar adequadamente esses recursos para executar a tarefa.

A percepção de auto-eficácia nem sempre é racional, mas tem uma influência importante na aprendizagem (Schunk, 1994; Zimmerman, Bandura & Martinez-Pons, 1992).
A questão que se coloca é a de entender porque é que alguns estudantes têm espontaneamente métodos de estudo adequados e são auto-regulados e outros nem tanto.
Parte da resposta a esta questão parece relacionar-se com os aspectos afectivos que acompanham a actividade cognitiva.

O que a investigação tem procurado determinar é a forma como um estudante se auto-avalia e como é que essa avaliação de auto-eficácia influencia os seus comportamentos de auto-regulação, nomeadamente a persistência no estudo, a planificação das suas tarefas e, consequentemente, as suas realizações, e em que medida os factores afectivos constituem um pré-requisito para uma actividade metacognitiva eficaz.

Qual será então a relação entre a auto-eficácia, que pode ser operacionalizada em termos de confiança no sucesso e nos resultados, e a auto-regulação, que podemos operacionalizar em termos de monitorização das actividades de planificação e de persistência na tarefa?
É uma relação que vou tentar entender numa das minhas turmas e que vou operacionalizar da seguinte forma:
Depois de duas actividades de leitura, vou perguntar a cada um que preveja como se vai sair na próxima leitura. Para mediar a influência das primeiras leituras, vou reduzi-las a um mínimo de duas, em que garanta a todos um mínimo de sucesso.

Vou dar aos alunos um tempo de preparação da terceira leitura e vou pedir a dois observadores que verifiquem: 1) quais os alunos que estão a monitorizar o tempo disponível de preparação de leitura; 2) quais são os alunos que seguem as minhas instruções de lerem o texto em voz baixa; 3) quais são os alunos que usam todo o tempo disponível para se prepararem. Depois da leitura, vou perguntar aos alunos que se auto-avaliem.
Por último, vou estabelecer uma relação entre o sentimento de auto-eficácia, medido antes e depois da actividade e as medidas de auto-regulação.

1 comentário:

Anónimo disse...

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