quinta-feira, novembro 01, 2007


Diálogos imaginários
Imaginemos que num grupo de trabalho que reflecte sobre a tipologia dos casos de indisciplina e de violência numa escola, surge um diálogo como este:
- Os casos-tipo são ... (...) ameaça com recurso a arma... (...)
- Com recurso a armas?!? Bem, mas é preciso saber de que armas estamos falando...

Eu, Idalina Jorge, devo dizer que não faço muita distinção entre os tipos de armas, para além do que a sociedade faz.
Não vejo que um jovem que seja ameaçado, se ponha a racionalizar sobre a cor da arma. Parece-me que se sentirá muito ameaçado por um canivete se lhe disserem em tom ameaçador, empunhando o dito canivete:
- Passa para cá o dinheiro que tens ou espeto-to na barriga!

Mas há pessoas que teimam em considerar que uma ameaça de faca ou canivete é menos grave que com outro objecto ofensivo mais convencional.

Esta constante desculpabilização de actos de violência intoleráveis na escola ou em qualquer outro contexto tem-se vindo a instalar, mercê talvez de uma excessiva psicologização da Escola.

Para actos de violência, só pode haver uma posição - a da tolerância ZERO.
Não é possível tolerar o que é intolerável.

2 comentários:

Passos Dias Aguiar Mota disse...

Absolutamente de acordo!

joao de miranda m. disse...

...ora até que enfim que a pedagoia oficial da sentimentalice educacional redescobre o ensino viril e o chama de novo à ribalta... Talvez ainda não seja tarde demais.