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quinta-feira, novembro 19, 2009


Ahlam Mosteghanemi é uma escritora argelina notável . Alguns dos seus livros já estão traduzidos para inglês, designadamente os dois primeiros da trilogia Memory in the Flesh e Chaos of the Senses, em que a escritora descreve a reflecte sobre a a luta argelina contra a dominação estrangeira.
A escritora nasceu a 13 de Abril de 1953, é Doutorada em Socialogia pela Sorbonne e recebeu o prestigiado prémio Naguib Mahfouz pela sua obra Memory in the Flesh.


Uma citação:

Dantes, eu pensava que poderia apenas escrever sobre a vida quando tivesse recuperado das minhas feridas, quando fosse capaz de tocar nas velhas feridas com a caneta, sem reviver a dor, quando pudesse olhar para o passado sem nostalgia, loucura ou sofrimento.
Mas será possível? Nunca cortamos completamente com a nossa memória.
São as recordações que nos inspiram para escrever; elas são o estímulo para pintar e mesmo, para alguns, a motivação para a morte.

quinta-feira, abril 03, 2008

Para guiar a minha reflexão na acção para o dia de hoje, escolhi estas palavras recentes de Alice Vieira, visita assídua da nossa "casa".


Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas.

Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.

E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se,

diante dos nosso solhos, tivermos outros olhos,

se tivermos um rosto humano.

sábado, março 29, 2008


A ponta do iceberg


Olhábelhabaikaíri!
Argh! Argh! Argh!

Os alunos que chegam ao ponto de maltratar os professores nas aulas têm atrás de si um longo historial maltratante, primeiro a colegas, depois ao pessoal não-docente. É uma espiral de impunidade que se vai avantajando qual Adamastor, porque toda a gente olha para o lado e assobia, como se o que se passa à volta não lhe dissesse respeito.

Na Escola, a socialização dos alunos e a manutenção da disciplina são fundamentalmente da responsabilidade dos professores.

quarta-feira, março 05, 2008



O Sr. Presidente da República estará, como Santo António, a pregar aos peixes?


Quando o Sr. Presidente da República, no dia 1 de Março, apela à serenidade de todas as partes, governo, ministra, professores, pais, a Sra. Ministra da Educação vai para Gondomar, no dia 2 de Março, a um Encontro com um sujeito que é arguido num processo, a bradar, como é seu estilo, e a dar-lhe caravelas douradas, que a Sra. Minsitra aceita, com o seu habitual sorriso???

A Sra. Ministra da Educação precisa mesmo de um apoio como este?

E não exige contenção ao Presidente da CONFAP???


Então, o Sr. Presidente da República faz o quê neste país?


Prega aos peixes? (Nunca pior auditório...)


Já não há respeito? Já ninguém se dá ao respeito?

Que terra é esta que não se deixa salgar?
E à terra que se não deixa salgar, que se lhe há-de fazer?

quinta-feira, janeiro 31, 2008


Arroz doce e viciante

O vocábulário pode salvar vidas e é sempre bom aprender palavras novas. Treine aqui o seu Inglês e encha um prato de arroz para quem tem fome.
Aviso solene: o jogo pode tornar-nos mais inteligentes.

terça-feira, outubro 16, 2007

domingo, setembro 30, 2007


Leituras do dia

Rembrandt, 1631,1632. Lázaro ressuscitado


Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino, e dava banquete todos os dias. E um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, que estava caído à porta do rico. Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. (Lc:16,19-31)

Na pintura de Rembrandt, a figura alongada de Jesus adquire o papel principal, em contraste com as restantes figuras, representadas na sua pequenez, que é acentuada pela proximidade de Jesus.
O próprio Lázaro não exibe a pose natural de quem se levanta, parecendo antes haver uma ligação, ainda que não explícita, entre a mão erguida de Jesus e o movimento ascendente de Lázaro, como que conduzido por Ele.
É uma visão de Jesus como a Luz do mundo, a sua salvação, o Jesus que nos resgata da morte, mas também do Jesus humano, que chora a morte de Lázaro e se sente frustrado pela falta de confiança e de fé dos personagens obscuros que velam o morto.

terça-feira, setembro 04, 2007

Pensar primeiro, estacionar depois...

domingo, setembro 02, 2007

Os rituais
Os rituais entretecem as pessoas em redes de vinculação e de partilha que se entranham no mais profundo da alma humana.
Todas as dimensões da vida são ritualizáveis, particularmente aquelas em que dependemos da rede de apoios da comunidade que nos adopta.
Os rituais, enquanto práticas comunitárias e de grupo, ajudam-nos a dar sentido à vida, a criar uma identidade, a promover laços sociais e as relações interpessoais.
Os rituais acompanham-nos nas grandes transições da vida, como o nascimento ou o casamento e nos momentos de sofrimento mais intenso, como na doença e na morte, em que constituem uma forma de alívio na amargura ou na ansiedade.
Sendo verdade que o abandono progressivo dos rituais enfraquece os laços sociais e deixa-nos mais frágeis perante as situações da vida, não é menos verdade que existe sempre o risco de os rituais se transformarem em algo de repetitivo e empobrecedor: perdida a espontaneidade e a imaginação, perde-se igualmente o poder catalisador e criativo dos rituais.

quinta-feira, agosto 30, 2007





Eu vou participar no Blog Action Day , no dia 15 de Outubro próximo; a premissa da participação nesta iniciativa é a seguinte:
"O que aconteceria se todos os blogues acordassem num dia para publicarem sobre um determinado assunto?"
A ideia é brilhante:
Um assunto.
Um dia.
Todas as blogovozes.
É comigo.

domingo, agosto 26, 2007


Leituras do dia

Procurai entrar pela porta estreita.


Lc 13,24

domingo, agosto 19, 2007





O melhor do ser humano


Sérgio Vieira de Melo (Rio de Janeiro, 15 de Março de 1948 — Bagdad, 19 de Agosto de 2003), diplomata talentoso e exemplar na defesa dos direitos humanos e dos mais altos valores da Humanidade, figura inspiradora, faleceu tragicamente em 19 de Agosto de 2003, em Bagdad, vítima de um atentado.


O seu exemplar desempenho, em defesa dos direitos e dos valores humanos, perpetua a sua memória. A matriz do seu pensamento, colectada a partir de intervenções como servidor das Nações Unidas, acompanha o seu percurso profissional e diplomático e as fases mais significativas da sua carreira, na Sérvia, no Kosovo, em Timor, na Colômbia, no Iraque.


No mesmo atentado de que foi vítima, faleceram vinte outros diplomatas e funcionários das mais diversas nacionalidades .


No discurso de abertura do NGO Committee on the Status of Women em reunião do alto comissariado de direitos humanos da ONU, em 8 de Março de 2003, afirmou, a propósito do Dia Internacional da Mulher, que nesse dia se comemorava:


All acts of violence against women - whether committed by the military, State officials, or relatives - and wherever they occur, must be strongly condemned and effectively prosecuted. Often the legal framework is available, but prosecutors or judges interpret it in lenient manners, or avoid taking the issue as seriously as it must. And this happens also in highly-developed countries, not only in poor ones. There must be no impunity for gender-based violence. Let me be clear. What we are talking about is not a side-issue.

sexta-feira, julho 13, 2007





Recado



Com os dados que me foram sendo enviados por uma pequena rede de relações, fui recebendo o eco do impacto que o fecho de escolas do primeiro ciclo foi tendo nos meninos e nas suas famílias, de que resultaram vários textos publicados aqui e na imprensa., até porque porque o desaparecimento de tantas escolas acabou por ter impactos profundos nas minhas opções de carreira. Gostaria de recolher novos dados sobre esta matéria.

Dos irmãos e dos primos
A propósito do tema Educação para o optimismo, que já aqui abordei, andava há dias para fazer uma entrada sobre o enorme recurso emocional que constituem todas as recordações de infância e de juventude que nos unem aos nossos irmãos e aos nossos primos. Com eles partilhamos, as primeiras brincadeiras, as zangas, os segredos, as nossas dúvidas, a nossa curiosidade e os nossos conhecimentos, na adolescência, quando novas perspectivas se abrem, com eles partilhamos tudo o que não somos capazes, por uma razão ou por outra, de partilhar com os adultos, numa rede de laços e de recursos que sustentam, pela vida fora, todos os momentos difíceis que temos de viver.
Se não fosse a iniciativa do blogue que todos lemos, para onde já mandei um exemplar tão antigo que todo o risco é zero, esta entrada de hoje ficaria, provavelmente, adiada sine die, em virtude das muitas obrigações que, de momento, me pressionam.
Um pequeno problema: não vou ter tempo de ir à procura das fotografias dos outros, para não ferir susceptibilidades, mas neste momento, todos os meus primos estão no meu coração, nos meus sentidos, nas minhas mais profundas emoções e recordações e por idades: a Zé, o João, a Ângela Maria, o Rogério Paulo, o Alcides, O Zé Manel, primo, e o Miguel Ângelo, que foi o primeiro a deixar-nos. E os irmãos: Ana Maria e José Manuel, que também já partiu.
Um apontamento sobre esta fotografia: Dezembro de 1959. Acompanham-me os meus irmãos e a minha prima Zé. Eu estou a meio da tabela etária, espantada com o corte radical do meu rabo de cavalo. Destaco-me, pela forma um pouco blunt de cruzar as pernas, ao contrário da elegância das outras duas. A minha irmã, a mais velha do grupo, sempre de sabrinas, em pleno Inverno, para, em qualquer momento, treinar o seu gosto intenso pelo ballet. E onde está Wallie com o seu ar de tótó de sempre? Ficar-lhe-ia mesmo a matar o "selo" de Daniel Sampaio: cromo de estudo. Rigorosa descrição.

terça-feira, julho 03, 2007



Obviamente...


Conheço Vítor Ramalho, deputado socialista pelo distrito de Setúbal, desde 1970. É uma pessoa dotada de uma sensibilidade e de uma educação únicas e naturalmente requintadas. A vida e a carreira acentuaram a sua natural ponderação no uso do verbo. Na entrevista que deu a Mário Crespo, todos estes traços de carácter se evidenciaram, quando afirmou que todas as "coincidências" de atentado às liberdades individuais SÓ prejudicam o partido que representa.


A mim também me parece.

domingo, julho 01, 2007


Leituras do dia


Enquanto caminhavam, um homem disse-lhe : Senhor, seguir-te-ei para onde quer que vás.
Jesus replicou: As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.
Lucas, 9:57-58


Da boa memória




A 1 de Julho de 1867, a pena de morte para crimes civis é abolida em Portugal.

sábado, junho 30, 2007

Bem lembrar quem bem escreve

Jose Emilio Pacheco

O escritor mexicano que nasceu em 30 de Junho de 1939, na cidade do México. Cultivou diversos géneros literários, é criador de uma poesia irónica e límpida, imaginativa e épica. Entre os seus livros de poesia destacam-se:

Los elementos de la noche (1963); No me preguntes cómo pasa el tiempo (1969); Tarde o temprano (1980); Alta traición, (1985);Ciudad de la memoria (1989).

Foi agraciado com vários prémios de poesia como o Prémio Octavio Paz, em 2003, o Prémio Pablo Neruda, em 2004, o Prémio Garcia Lorca, em 2005, entre muitos outros.

Pela beleza simples, irónica, doce, destaco o poema:


ALTA TRAICIÓN
No amo mi patria.
Su fulgor abstracto
es inasible.
Pero (aunque suene mal)
daría la vida
por diez lugares suyos,
cierta gente,
puertos,
bosques de pinos,
fortalezas,
una ciudad deshecha,
gris, monstruosa,
varias figuras de su historia,
montañas
- y tres o cuatro ríos.

Fazer bem

É o que o Público faz hoje ao denunciar a iniquidade:


CANDIDATA A PROFESSORA TITULAR PREJUDICADA POR SER MÃE
porque:
  • A função da maternidade é essencial à sobrevivência das sociedades.
  • Nenhuma mulher, numa sociedade inclusiva, justa e democrática pode ser prejudicada no exercício da função social da maternidade.
  • Porque este caso ilustra à exaustão a TENDÊNCIA DE MORTE que percorre toda a legislação que sustenta a situação relatada.
  • Porque numa EUROPA que tem de ser o bastião firme de justiça, de liberdade, da inclusividade, da equidade, estas situações NÃO PODEM ACONTECER.

sexta-feira, junho 29, 2007



Bem pensar, bem escrever

Antoine de Saint-Exupéry nasceu em 29 de Junho de 1900; foi escritor, ilustrador e piloto fa segunda guerra mundial. Morreu a voar, perto da costa de Marselha, mas o seu corpo nunca foi encontrado.


Dos seus muitos escritos, destaco, naturalmente , O Principezinho, escrito no exílio nos Estados Unidos. Com uma estrutura aparentemente muito simples, mas carregado de simbologias, este seu escrito revela toda a sua filosofia de vida, toda uma reformulação que a vida e a guerra o vão obrigando a fazer dos seus valores.


Andas à procura de galinhas? (diz a raposa)
Não... ando à procura de amigos. O que é que "cativar" quer dizer?
... Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
Laços?
Sim, laços - disse a raposa.