sábado, junho 02, 2007

Miguel Pinto, num outròólhar saudavelmente diferente questiona-me no seu blogue:

"Será que a solução passa por outras formas de organização da sociedade civil?"hummm.. talvez passe, Idalina, mas não creio que o status quo facilite esse movimento. Será que os partidos políticos estão dispostos a abrir uma passadeira? As relações mais próximas valem o que valem mas, pelo que me é dado observar, encontro cada vez mais pessoas interessadas na filiação partidária... por oportunismo, evidentemente. E isso deixa-me preocupado..."

Caro Miguel, cá por mim, lhe digo: as passadeiras fazem-me alergias e o meu caminho é de pedras.
Quanto a partidos... sou capaz de pensar nisso um dia.
Só de mulheres.
Talvez lá para depois da reforma.
Se lá chegar.
Mas só depois dos nove meses que agora são necessários para trazer a reforma por inteiro.
A minha mais longa e penosa gestação.

Junho, mês de festa no Concelho de Oeiras

Música, teatro, exposições, festivais e desporto para animar as hostes.

  • A regata Oeiras Cup RC44
  • A abertura da Feira no Jardim Municipal
  • O Concerto da Filarmónica Gil
  • O passeio a pé na marginal sem carros, entre as 10 e as 13.

Então e o Camané?!? (o dinheiro há-de ser pouco)

'Tá-se bem!

Eu vou ser promovida a TITÓLARI?

Leia-se à italiana, como se fosse o apelido de um dos donos da bola. Tenho 120 pontos em cromos e dispenso 25 pela melhor oferta. Se tivesse requerido a menção de bom, podia agora dispensar 29, mas não costumo deitar cartas.

(o que é que a minha mãe e a minha irmã pensarão deste post, lá do outro lado do Atlântico?!?! Que estou em dificuldades financeiras, para vender cromos não cotados na bolsa, pois... - o caso não é para menos - mãezinha, não se apoquente, lá para meados de Julho estou aí e levo a família - lá teremos que empenhar o cão...)

O poeta diz que todos temos medo.
Uns fogem para trás.
Outros, para a frente.
Eu penso que depende, mas tenho uma tendência predominante.

sexta-feira, junho 01, 2007

Ainda muito jovem, quando entrei para a Função Pública, tive de declarar, por minha honra, e em papel azul de vinte e cinco linhas, que não era comunista e que era a favor da situação política vigente. As minhas tias mandaram e eu, já a contragosto, obedeci. Para ter um emprego e continuar a estudar, precisei de o fazer e fi-lo como muitos. Era órfã de pai (e de mãe viva), não tinha quem me sustentasse e precisava de ganhar a vida. Fiquei assim numa lista branca, embora, aparentemente por pouco tempo, mas nada se provava contra mim. Aos dezoito anos já era chamada a prestar declarações à PIDE sobre as minhas actividades cooperativistas.
Aos vinte, a cooperativa que dirigia foi encerrada, após a publicação do DL 511, como muitas outras, tais como a LIVRELCO, a VIS, a DEVIR, a PRAGMA, a ALVES REDOL, a PROELIUM..., por "actividade contrária à ordem social estabelecida".
Antes de ser encerrada, realizou-se na minha cooperativa uma reunião de cooperativistas, presidida pelo Dr. Roque Laia, um advogado de provecta idade e de espírito combatente e jovem, secretariada por Teotónio Pereira, da Pragma, e por mim.


Estão a surgir novas listas brancas? E pretas?

Paul McCartney escreveu:

Ebony and Ivory
Live together in perfect harmony
Side by side on my piano keyboard
Oh Lord, why don't we ?
We all know that people are the same
wherever you go
There's good and bad in everyone
We learn to live, we learn to give each other
What we need to survive
Together alive



Enquanto houver listas brancas, eu vou tomar a iniciativa de estar nas outras.

A quem possa interessar:

Nos termos do Art. 2.º - 1 do Decreto-Lei n.º 272/88, de 03 de Agosto, "a equiparação a bolseiro caracteriza-se pela dispensa temporária, total ou parcial, do exercício das funções, sem prejuízo das regalias inerentes ao seu efectivo desempenho, designadamente o abono da respectiva remuneração e a contagem de tempo de serviço para todos os efeitos legais."

Quais são as melhores páginas WEB de Escolas/Agrupamentos?
Em termos internacionais, gostei desta. A nível nacional, aceito sugestões. Aqui ou para o meu correio electrónico.

Que balanço fazer da mobilização da greve geral?
Independentemente da guerra dos números e do contar de espingardas, parece-me que, a priori, os trabalhadores ficam sempre a perder: a situação precária em termos laborais induz reacções de defesa, ou de medo, ou de contenção difíceis de medir.
Considerando que as mulheres são sempre mais susceptíveis às pressões do patronato ou das chefias, na Administração Pública, que muitos trabalhadores estão sob a pressão de perderem os seus empregos, que os mais jovens são os mais sujeitos à precariedade, que uma boa fatia da Administração Pública está a recibo verde e que outros tantos têm dificuldades financeiras de tal monta, que nem se podem dar ao luxo de perder o dinheiro de um dia de greve, e que outros tantos, embora com uma situação mais estável, ao fazerem o balanço de todas estas perdas, consideram que nem vale a pena fazer greve, já que, a fazê-la, serão uma ínfima parte do cômputo geral, podemos fazer uma ideia das perdas que todas estas condições ocasionam.
Por outro lado, parece-me que, em termos sindicais, de organização e de estratégia sindical, novas formas de luta se impõem. Não sendo particularmente versada nisto, não sou capaz de conceber quais poderão ser as mais adequadas e politicamente mais rentáveis para os trabalhadores. Sinto que, neste aspecto, precisamos de novos paradigmas organizativos. A falência da eficácia sindical parece-me em tudo idêntica à falência dos partidos em gerarem novas dinâmicas de intervenção social. Será que a solução passa por outras formas de organização da sociedade civil? E quais?

Dos gordos...Não vou falar de mim, nem desculpar-me com o meu síndrome metabólico.

Vou falar de uma exposição sobre gordinhos, na galeria Verney, de que podem ver vários exemplares aqui.

Gordura não é formosura, mas pode ser tema para manifestações artísticas de gabarito.

O que acha, Miguel Pinto? (já sei que o exercício físico é essencial...)

Um poema de namoro, escrito há alguns anos:

A tarde começava exactamente
no brilho dos teus olhos
e estendia-se muito azul
pelo mar inquieto à nossa frente

Palavras não ditas,
suspensas no voo calmo das gaivotas
rasavam os minutos
cantados de onda a onda

E as mãos do Sol partiam
quentes dos nossos ombros
e desenhavam na areia molhada
o calor dos nossos corpos