Em Arcos de Valdevez, foi anunciada a fusão, no mesmo agrupamento de duas Escolas: a EB2.3 dos Arcos e a Escola Secundária Tomaz de Figueiredo, de que resultaria um mega-agrupamento de 2500 alunos, 300 docentes, 120 funcionários e 28 escolas.
Esta medida tem sido objecto de protestos por parte dos alunos, dos seus pais e da própria vereação da Câmara de Arcos de Valdevez.
Nestes protestos são aduzidos argumentos de que, nem a autarquia, nem os pais foram ouvidos no processo de tomada de decisão.
Segundo o vereador da autarquia arcuense, a câmara não foi ouvida, como deve ser sempre ouvida em matéria de ordenamento escolar e a decisão vai contra a Carta Educativa, homologada em Dezembro último, em que se apontava para três agrupamentos.
Trata-se assim de uma decisão unilateral, tomada à revelia dos intervenientes legítimos e de documentos orientadores gizados em diálogo e negociação, o que constitui um primeiro problema.
Um segundo problema prende-se com a dimensão que o agrupamento pode atingir. Efectivamente, um agrupamento de 2500 alunos é ingerível, sobretudo em matéria de condições pedagógicas, de organização escolar e de clima escolar.
Do que tenho observado em sistemas educativos europeus, existem efectivamente agrupamentos verticais que vão do 1º. Ciclo ao final da escolaridade, nesses países o 12º. Ano, que contudo, não atingem mais de 800 alunos, distribuídos em espaços bem delimitados, consoante o ciclo de ensino, não se verificando a convivência de alunos com faixas etárias muito distintas.
A investigação aponta claramente que, no que diz respeito à variável escola, para o clima escolar como principal factor que pesa no abandono escolar.
sábado, maio 19, 2007
sexta-feira, maio 18, 2007
Floriram por engano as rosas bravas
No Inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas
As vozes com que há pouco me enganavas?
Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que num momento
Perscrutaram nos meus, como vão tristes!
E sobre nós cai nupcial a neve,
Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos...
Em redor do teu vulto é como um véu!
Quem as esparze --- quanta flor! --- do céu,
Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?
Camilo Pessanha
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7:44 p.m.
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Eu penso que as escolas EB 2.3 têm de começar a equacionar seriamente, em função das características da sua população, em oferecer formação de nível II.
Não podemos continuar a negar a evidência de que há alunos para os quais um currículo normal é desajustado, que continuam a arrastar-se por currículos alternativos que não lhes permitem explorar as suas potencialidades, demasiadamente centrados no raciocínio verbal e abstracto; estes alunos são cidadãos que merecem por parte do sistema educativo soluções mais funcionais e criativas de integração, num processo verdadeiramente inclusivo, em que cada um se desenvolve ao seu ritmo e de acordo com o seu estilo de aprendizagem; são alunos cujo perfil exige, para seu bem, para que se desenvolvam harmoniosamente e se venham a enquadrar no tecido produtivo, de acordo com as suas competências e perfil, um currículo mais centrado em competências práticas.
De um modo geral, as Escolas 2.3 têm recursos humanos ou facilmente podem recorrer à comunidade para os recrutar, nas mais diversas áreas de actividade - lavandarias, padarias, pequeno comércio e serviço, autarquias, vários perfis de profissionalização - e é errado que as escolas não adoptem soluções que caminhem e apostem decisivamente nessa direcção.
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6:58 p.m.
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quarta-feira, maio 16, 2007
Juntei à minha lista de educação o blogue O quadro preto, que descobri hoje.
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9:15 p.m.
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Cumprido o ritual democrático, a Lista B constituirá a direcção do Agrupamento para o próximo triénio. Desejo-vos as melhores felicidades e sobretudo muita energia e determinação para cumprirem o vosso programa.
Somos um agrupamento que pensa, com pessoas com capacidade de continuamente se interrogarem e, como disse o Aires, e cito de memória, para pensarmos cada vez melhor são necessárias muitas cabeças.
Cumprimento ambas as listas pelo ânimo que revelaram, porque ele reflecte bem as potencialidades de desenvolvimento deste agrupamento e o valor dos nossos recursos humanos.
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8:39 p.m.
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Labels: país positivo
O pensamento crítico articula as dimensões cognitiva e afectiva do indivíduo, pois não basta dispor das competências cognitivas se não houver motivação para as mobilizar.
Na dimensão cognitiva incluem-se um conjunto de competências de processamento e de produção de informação, capacidade de argumentação , de concentração num tema, tarefa ou opinião, dos seus pressupostos, a clarificação, a análise, avaliação da validade e da consistência dos pressupostos, das fontes de informação, sendo este último aspecto da avaliação essencial.
O cometimento intelectual para utilizar essas competências diz respeito aos aspectos disposicionais – não basta uma mera aquisição e retenção de conhecimentos, ou o domínio de um conjunto de competências – a informação tem de ser procurada e tratada de forma própria, as competências têm de ser utilizadas e assumidas continuamente, sendo o espírito de pesquisa essencial, no domínio das atitudes.
A abertura de espírito, o cuidado em tirar conclusões e o cuidado com a avaliação da credibilidade das fontes são elementos fundamentais, em termos de atitude intelectual.
Estas competências e atitudes ocorrem numa perspectiva global em que o pensamento é entendido como uma argumentação com uma dimensão social explícita.
Assim, pese embora a controvérsia em torno das questões curriculares, é consensual que os estudantes têm de aprender a pensar bem e por si próprios, num mundo globalizado e competitivo, em que o desenvolvimento é associado a padrões educacionais elevados.
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8:32 p.m.
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8:18 p.m.
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domingo, maio 13, 2007
Uma história épica em tempo de guerra. Uma jovem arrastada nos ventos da história tem de enfrentar perigos e escolhas impossíveis.
Marta sempre desejou seguir as pisadas do seu pai, um oficial do exército polaco. Em vez disso, tem de liderar um grupo de raparigas na fronteira entre a Polónia e a Alemanha, no dia da invasão dos Nazis, em 1939. As raparigas refugiam-se numa escola remota, mas temem pela sua segurança.
Quando o exército russo faz Marta prisioneira, esta resiste a uma longa e perigosa viagem, dos campos siberianos a um hospital de campanha na Pérsia.
O livro termina onze anos depois, na Inglaterra do pós-guerra, sendo Marta já uma mulher adulta cujo um processo de maturação envolve ter de recorrer a todas as suas reservas de coragem, para fazer opções impossíveis.Uma história com uma personagem que, não sendo particularmente simpática, nos envolve num processo de crescimento, em que o sofrimento tem um papel estruturante. Começa-se e não se consegue largar até à última palavra. Compele-me a traduzi-lo.
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11:35 a.m.
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